2011/02/20

O violão

 
  O violão adquiriu a fama no século vinte de ser o instrumento musical mais popular do mundo. Dos instrumentos de corda é o mais fácil de juntar melodia e harmonia numa música por ser de fácil adaptação, portátil, versátil, atraente e que nos propiciam uma enorme gama de possibilidades. Ele pode ser ouvido em todo o globo, em todo tipo de composição, das mais eruditas às mais populares, em diversos modos. Foram nos últimos 150 anos que o violão sofreu as maiores mudanças, partindo de um instrumento pequeno e delicado, de baixo volume, para o que conhecemos hoje.Tornou-se um ícone na música atual, e com a aparição de novas marcas, modelos, e sua extensão, a guitarra, só ajudaram a aumentar sua fama.
    Desde sua aparição na Renascença, ele se tornou cada vez mais usado na Europa. A Espanha foi o berço do violão moderno no século 19, e nesse meio tempo foram desenvolvidos os de corda de aço, os flap-top e archtop nos Estados Unidos. Os modelos elétricos surgiram por volta dos anos 30, como resultado de experiências de amplificação do som. Hoje o violão pode e é usado em inúmeros estilos musicais, desde eruditos até pop, rock. Contudo alguns estilos já estão diretamente relacionados ao violão, como a música flamenca, a caipira (country), o blues tradicional, a bossa nova e o rock, utilizando a guitarra. O violão é dos instrumentos o que mais exprime o sentimento do músico.
 

Os cuidados com as mãos

 
Amplificadores queimados e guitarras com braços danificados são (apesar de causarem pesadelos na maioria dos mortais) situações que podem ser facilmente remediadas. Ao passo que o veículo máximo de sua expressão ( suas mãos ) pode sofrer danos causados por exageros e mal uso, o que lhe trará "pesadelos" ainda maiores.
  Os tendões e ligamentos das mãos que são submetidos a movimentos regulares e contínuos podem sofrer problemas denominados como síndromes de movimentos repetitivos. Na realidade, tais problemas são causados por uma somatória de fatores: esforço contínuo num mesmo movimento, má postura, tensão nervosa, entre outros.
   O ato de estudar diariamente seu instrumento exige também uma postura e preparação corretas, tanto no intuito de obter melhor desempenho como também pensando em prevenir os problemas acima citados. Para tal, leve em conta a regulagem de sua guitarra ou do seu violão no que diz respeito à ação ( altura ) das cordas pois estas, estando mais próximas da escala, demandam menos pressão dos dedos ( embora percam bastante a sustentação do som ). Além disso pense em pequenos exercícios que irão ativar sua circulação e " pré aquecer " seus músculos e tendões:
  Estenda seu braço direito como se os seus dedos estivessem sendo empurrados contra uma parede. Então, puxe os dedos com sua mão esquerda gentilmente para trás. Pare ao sentir seus tendões forçados. Depois repita o processo com sua mão e braço virados ao contrário. Você deve fazer isso por no mínimo de 20 a 30 segundos 3 vezes em cada forma.

2011/01/23

O violão no Brasil

Origem
 As origens do violão são incertas e desconhecidas no Brasil, mas acredita-se que veio pelas mãos dos europeus e foi, durante todo o período colonial, marginalizado pelas elites e adorado pelo povo.

Início

 Em meados do século XIX o violão acompanha os instrumentistas nas rodas de choro e os cantores nas serestas, que se estendiam por toda a noite.De história recente, seus primeiros personagens conhecidos são de inícios do século XX: Sátiro Bilhar, Quincas Laranjeiras, João Pernambuco, Canhoto, Heitor Villa-Lobos, autores das primeiras obras do repertório brasileiro.
 Em 1938 Attilio Bernardini publica Lições Preparatórias, baseado na escola desenvolvida por Tarrega e até hoje utilizado como importante método de iniciação para o instrumento.

Desenvolvimento

 Na era do rádio, destacam-se as atuações de Garoto, virtuose que integrava a orquestra da Rádio Nacional, dirigida pelo maestro Radamés Gnatalli – que compôs muitas obras importantes para o violão –; e Dilermando Reis, o famoso violonista, que acompanhava o cantor Francisco Alves e deu aula de violão para o Presidente da República.
 Em inícios dos anos de 1940, Ronoel Simões começa seu trabalho de coleta, divulgação e pesquisa de material sobre o violão, que tornou-se com o passar dos tempos um dos mais importantes e completos acervos do mundo.
Tendo sua importância cada vez mais reconhecida na vida brasileira, em 1947 é fundada a primeira cadeira de violão num conservatório do Brasil, a cargo de Isaías Sávio, o uruguaio que se tornou figura central nessa história, de onde derivam as gerações seguintes de grandes violonistas brasileiros.

Consolidação

 Logo aparecem virtuoses adaptando e ampliando a técnica do instrumento para retratar as sonoridades do país: o universo rural revelado por Paulinho Nogueira, o vigor da música negra em Baden Powell.
 Na geração seguinte surge o incrível Raphael Rabello, destacando-se tanto como solista quanto como acompanhante.
Importante também lembrar a atuação feminina nos meios violonísticos: Josefina Robledo, Maria Lívia São Marcos, concertistas de carreira internacional, ou a compositora Lina Pires de Campos, que dedicou ao violão o premiado “Ponteio e Tocatina”. Rosinha de Valença destaca-se com uma produção mais voltada à música popular.
 Em constante crescimento, o violão passa a ser ensinado nas universidades, surgem os primeiros trabalhos científicos dedicados ao instrumento. Giacomo Bartoloni, professor de violão da Unesp, vira doutor em história com tese sobre o violão na cidade de São Paulo.

Contemporâneo

 O país conta hoje com um grande número de violonistas importantes no cenário mundial do instrumento. Dois nomes que se destacam pela amplitude de seus trabalhos são os do Fábio Zanon, intérprete premiado de obra de Villa-Lobos e do repertório contemporâneo, que realizou uma série de importantes programas sobre violão veiculados pela rádio Cultura FM de São Paulo, e Paulo Bellinati, que tem uma extensa obra composicional publicada e gravou e transcreveu em partituras a obra do violonista Garoto, num trabalho de muita repercussão.
 Três grandes expoentes do violão brasileiro têm se destacado como virtuoses do instrumento: Alessandro Penezzi, Marcel Powell e Yamandu Costa.
Hoje, violonistas brasileiros são reconhecidos em todo o mundo: atuam nas salas de concerto tradicionais da música erudita, na música popular e nas antigas festas e ritos do folclore. A escola de violão brasileira é considerada já uma das mais ricas do mundo.


2010/10/25

Como escolher um violão


 A avaliação do instrumento deve ser feito caso por caso, mesmo entre violões de mesma marca e modelo.  A fabricação de violões depende de uma série de variáveis: escolha e envelhecimento das madeiras, espessura da camada de verniz, grau de curvatura do braço (que, segundo alguns fabricantes, não deve ser reto, mas levemente arqueado) e altura do cavalete em que se prendem as cordas. Após escolher a marca e o modelo  do violão, veja os itens a serem levados em consideração:
A afinação
A tensão das cordas
O braço
A madeira, o verniz e a qualidade das tarraxas.

2010/10/21

Utilizando a palheta

Modo de segurar
 Segure a palheta entre o polegar e o dedo indicador. A ponta da palheta deve ficar a um ângulo de mais ou menos 90º em relação às cordas. Segura a palheta de modo firme, mas relaxado.
Palhetadas alternadas
Uma técnica muito simples que consiste em variar o sentido das palhetadas para cima e para baixo em uma mesma corda.

Observe a tablatura:
       v ^ v ^ v ^
e
:|———————————————————-|
B:|———————————————————-|
G:|———————————————————-|
D:|———————————————————-|
A:|———–1–2–3—————————————-|
E:|–1–2–3————————————————-|

Se começar com a primeira palhetada para baixo na casa 1 (corda E) a  segunda palhetada que vai ser na mesma corda casa 2 deve ser obrigatoriamente para cima, a terceira palhetada na mesma corda casa 3 deve ser para baixo.
  Ao mudarmos de corda podemos dar a primeira palhetada para cima ou para baixo, usualmente começamos com a palhetada para baixo, obrigatoriamente a segunda será para cima e a terceira para baixo e assim por diante.
Na tablatura as palhetadas são indicadas através dos sinais:
v - Paletada para baixo
^ - Paletada para cima 


2010/10/13

Técnicas - Parte 01


Ligaduras (Legato)

É a ligação de som que aparece entre uma nota fixa e uma nota solta. Também conhecida como legato, é uma técnica amplamente empregada em aranjos e solos.
Existem basicamente dois tipos de ligaduras: uma ascendente e outra descendente, conhecidas respectivamente como Hammer-on e Pull-of.

Hammer-on (h)

Consiste basicamente em tocar uma nota e fazer a outra soar sem auxílio da mão direita. A nota ligada será martelada com um dedo da mão esquerda. Esta nota que vai soar depois da primeira, vai estar sempre na mesma corda é em qualquer uma casa acima (ligadura ascendente).

Abaixo temos um exemplo de aplicação de hammer-ons feito sobre uma escala pentatônica.

e:|--------------------8h10--12----|
B:|--------------8h10--------------|
G:|---------7h9--------------------|
D:|---7h10-------------------------|
A:|---------------------------------|
E:|---------------------------------|

Di: 1 4 1 3 2 4 2 4 4

Execução

Para executar o trecho acima, siga a digitação da mão esquerda representada por "Di". Toque a nota da corda (D) 7ª casa com o dedo 1, a nota da 10ª casa será obtida através de uma martelada com o dedo 4. A martelada deve ser feita sem soltar o dedo 1 da 7ª casa. Depois temos uma ligadura na corda (G) 7ª casa ligada com a 9ª casa, a martelada agora é feita com o dedo 3. As outras ligaduras serão executadas da mesma forma.

Representação

Na tablatura acima temos quatro ligaduras do tipo "Hammer-on", representadas pela letra "h". Note que o primeiro número antes do "h" é sempre inferior ao segundo (ligadura para cima).
Em outras formas de representação em tablaturas, encontraremos as ligaduras representadas pelo símbolo (_) entre dois ou mais números. Neste formato não temos indicado o tipo de ligadura (hammer-on ou pull-of).

Abaixo temos outro exemplo de aplicação de hammer-ons feito sobre a escala maior de G.

e:|--10_12--8_10--7_8--5_7--3_5--2_3_2_0-|
B:|-----------------------------------------------|
G:|-----------------------------------------------|
D:|-----------------------------------------------|
A:|-----------------------------------------------|
E:|-----------------------------------------------|

Di: 1 3 1 3 1 2 1 3 1 3 1 2 1


Analisando o exemplo acima, nota-se no trecho final (2_3_2_0) um conjunto de ligaduras, onde (3_2_0) são descendentes (Pull-of).

Pull-of (p)

Pull-off é de certa forma o inverso de um hammer-on, consistem em soltar rapidamente uma nota fazendo com que a mesma soe solta ou apertada em um traste anterior, sem auxílio da mão direita. Esta nota que vai soar solta, vai estar sempre na mesma corda é em qualquer uma casa abaixo (ligadura descendente).

Neste exemplo temos a aplicação de pull-ofs feito sobre uma escala pentatônica.

e:|---10p8------------------------|
B:|--------10p8-------------------|
G:|-------------9p7------7--------|
D:|------------------10-----------|
A:|--------------------------------|
E:|--------------------------------|

Di: 4 2 4 2 3 1 4 1

Execução

Para executar o trecho acima siga a digitação da mão esquerda representada por "Di". Para executar (10p8) o dedo 2 da mão esquerda deve estar posicionado na 8ª casa, toque a nota da corda (e) 10ª casa (pressionada pelo dedo 4) é puxe soltando a nota com o mesmo dedo. O importante é sempre estar com o dedo da nota anterior posicionado.

Representação

Na tablatura acima temos três ligaduras do tipo "Pull-of", representadas pela letra "p". Note que o número antes do "p" é sempre superior (ligadura para baixo).

No próximo exemplo temos a aplicação de pull-ons feito sobre a escala maior de G
.

e:|--12_10--10_8--8_7--7_5--5_3--3_2_0--|
B:|-----------------------------------------------|
G:|-----------------------------------------------|
D:|-----------------------------------------------|
A:|-----------------------------------------------|
E:|-----------------------------------------------|

Di: 3 1 3 1 2 1 3 1 3 1 2 1

Obs.:
No início é difícil conseguir um som satisfatório das notas marteladas ou puxadas, a técnica de ligaduras exige um bom instrumento, agilidade e treinamento.



2010/07/12

Cordas que não afinam

 A causa mais comum e óbvia são cordas de má qualidade. Se for este o caso troque de marca. Um outro problema muito comum mesmo entre músicos com alguma experiência é falta de cuidado ao prender a corda na tarraxa, uma má colocação (geralmente poucas voltas sobre a tarraxa) pode gerar falta de contato entre corda e tarraxa permitindo que a corda se afrouxe.
A sua maneira de tocar pode também influenciar definitivamente na perda da afinação, principalmente se em conjunto com os problemas acima (bends por exemplo tendem a desafinar cordas de má qualidade ou mal colocadas). Consta entre alguns guitarristas a informação de que umidade excessiva pode prejudicar a afinação. Exemplos: tocar em ambientes próximos ao mar ou próximos a máquinas de gelo seco.

2010/04/12

Dicas importantes para cuidar do violão

O violão é um instrumento que deve ser cuidado com atenção especial pois pode sofrer alterações em sua estrutura, distorcer o som e reduzir a sua vida-útil. Com esse objetivo, descreveremos algumas dicas de conservação e cuidados que devem ser observados quanto ao uso do violão. Para manter seu violão em perfeito estado e sem danificar suas cordas e partes, você deve tomar algumas precauções e ficar atento a algumas regras: 
 * Não colocar nenhum peso ou objeto em cima do violão 
* Não derramar líquidos em cima do violão  
* Não molhar o violão 
* Não bater o violão ou deixá-lo cair 
* Não deixar o violão à exposição do sol ou umidade 
* Proteger o violão de temperaturas muito altas ou muito baixas  
* Mantenha o violão dentro de um estojo ou em uma capa  
* Transporte-o sempre com bastante cuidado  
* Guarde-o deitado e com as cordas para cima e em local seguro. 
  Para realizar a limpeza do seu instrumento, cabe ficar atento à alguns cuidados: 
* Utilize uma flanela seca e limpa  
* Ao trocar as cordas, a limpeza pode ser realizada com uma quantidade pequena de lustra móveis Com esses procedimentos você será capaz de manter o seu violão em ótimo estado por muito mais tempo.

2010/03/15

A postura do instrumentista

  Para o violão popular não há uma posição padrão como há no violão clássico. Sentado o violonista apóia o violão sobre a perna esquerda, que devera estar apoiada em banquinho de mais ou menos vinte centímetros. O dedo polegar da mão esquerda deve permanecer sempre que possível no centro posterior do braço do violão. Mas devemos observar algumas coisas necessárias a um melhor desempenho futuro. Se por acaso você quiser tocar de pé, será necessário que você adquira uma correia, que você poderá comprar em qualquer casa de venda de instrumentos musicais, esta correia deve ser bem larga para evitar que tenhamos dificuldades em permanecer durante um tempo muito longo com o instrumento pendurado devido a dores no ombro. Segure o instrumento de forma que sua coluna permaneça reta, ou seja, evite curvar-se para ver as casas no braço do violão, e se você ainda vai realizar compra de um violão, observe que em alguns violões os botões ficam na parte superior do braço justamente para que você localize as casas sem ter que olhar diretamente para as casas. Quando tocar sentado evite se apoiar sob o violão, permaneça com a coluna reta sempre evitando olhar para o braço do violão.

2009/10/26

Um pouco sobre a história da guitarra


A guitarra elétrica é bem mais antiga do que muitos pensam, nasceu em 1930. Historicamente é difícil precisar as origens deste instrumento que fascina multidões desde seu surgimento. Para quem pensa que a guitarra é uma simples evolução ou adaptação do violão, engana-se. Nada muito exato, mas a teoria mais aceita é que a guitarra seja mesmo uma evolução de um instrumento espanhol de nome vihuela que também é evolução de outros instrumentos. Em outras línguas, como o inglês, não há distinção entre violão e guitarra. (Acoustic GUITAR, electric GUITAR) A nossa língua é uma das poucas que os distinguem. A guitarra, a nascida em 1930, era obviamente muito diferente do que é hoje em dia, seu som não tinha muita expressão, era ruim e baixo... Foi aí que surgiram os captadores eletrônicos. Mas eram rudimentares e produzia um feedback infernal, em grande parte por causa do corpo acústico do instrumento, então entra em cena o grande Les Paul (sim, sua guitarra favorita tem esse nome por causa desse sujeito!) que simplesmente mudou para sempre os rumos da guitarra elétrica introduzindo o corpo maciço de madeira, que é como ela é conhecida até hoje. (Salvo, obviamente os instrumentos específicos construídos em corpo semi-acústico) Em 1932 a Rickenbacker começa a produção de guitarras, sendo oficialmente a primeira guitarra elétrica comercializada. O nome do modelo era Electro Spanish. Quem nunca sonhou em ter uma Rickenbacker de som cristalino e brilhante? Claro que não podemos esquecer de mencionar o senhor Clarence Leo Fender, responsável por criações memoráveis e eternas como a legendária Fender Stratocaster. Ícone absoluto. Talvez o modelo mais adotado por todos os guitar heros de várias gerações, de Jimi Hendrix a Eric Clapton, de Jeff Beck a Yngwie Malmsteen. Quem aqui não tem na cabeça com todos os detalhes a famosíssima cena de Hendrix ateando fogo em sua Strato? Nosso instrumento ficou mais popular depois da segunda guerra e depois disso caiu na graça do povo nos anos 50 e 60. Hoje em dia, como disse um músico: “A guitarra é um acessório de moda.” Será? Não sei, mas o clichê de dizer que guitarra é sinônimo de rebeldia, atitude e força musical são é pura verdade. Não tem outra não! Ou você acha que um DJ impressiona mais que um guitarrista debulhando uma simples pentatônica?.


2009/10/08

Slide com palheta

 Pick Slides são usadas com guitarra elétrica com amplificação para produzir um som alto e arranhado. Para produzir esse som, pegue a parte de trás da sua palheta e começe perto da ponte, perto dos captadores. Esfregue sobre a corda deslizando até o início do braço da guitarra e você irá produzir um som arranhado. Esta técnica é melhor realizada com as cordas mais grossas.
Experimente com a Corda E. 

E ----------------------------------------- 
B ----------------------------------------- 
G ----------------------------------------- 
D ----------------------------------------- 
A -----------------------------------------
E ---------X \ ---------------------------

 Não haverá notas pressionadas na escala. Use a sua mão esquerda para segurar o braço da guitarra e a sua mão direita para deslizar a palheta sobre a corda. Você tem que usar um movimento rápido quando fizer o pick slide. Realmente, não há regras sobre aonde começar e parar no braço da guitarra. Faça o que soar melhor para você.
Aviso: Esta técnica irá detonar a sua palheta em um curto espaço de tempo. Tente usar uma palheta pesada para melhores resultados.

2009/09/23

Notações usadas em tablaturas

Além dos números que apenas indicam qual corda deve ser ferida em qual casa (traste) existem algumas letras e símbolos comumente usadas para notar determinadas técnicas. Essas notações podem variar um pouco de autor para autor mas as mais comuns são:
h - fazer um hammer-on 
p - fazer um pull-off 
b - fazer um bend para cima r - soltar o bend 
/ - slide para cima (pode ser usado s) 
\ - slide para baixo (pode ser usado s) 
~ - vibrato (pode ser usado v) 
t - tap 
x - tocar a nota abafada 

2009/09/20

Temperamento


  Em quantas partes se pode dividir uma oitava? Ou quantas notas se pode ter num intervalo de uma oitava? Historicamente, diversas culturas desenvolveram os seus próprios conceitos e regras para a organização dos sons e a escala sempre esteve presente como a organização das alturas. Na cultura ocidental, o ponto de partida para o desenvolvimento das escalas e para a base teórica foi dado na Grécia Antiga. Pitágoras estudou os modos de vibração de uma corda estendida (instrumento: monocordio) e descobriu a relação matemática entre os harmônicos. Os primeiros sistemas de afinação foram baseados nos fenômenos relacionados com a série harmônica. Eles baseavam a relação das alturas nas razões dos diversos intervalos obtidos na série harmônica. A cultura ocidental acabou por dividir uma oitava em 12 partes iguais (sistema de temperamento igual), como nos instrumentos digitais. É importante salientar que, na prática, dependendo do instrumento e da técnica instrumental utilizada, não se tem a precisão de dividir minuciosamente a oitava em 12 partes (notas) de igual tamanho, portanto, jogamos sempre com uma “precisão relativa” no que diz respeito ao temperamento. Instrumentos de afinação fixa ou “temperados” são aqueles em que o menor intervalo é o de 01 semitom. Alguns exemplos: violão, guitarra, cavaquinho, piano, teclado, viola caipira, contrabaixo (com trastes), acordeon, ... Instrumentos “não temperados” são aqueles que não tem uma afinação fixa e os seus intervalos podem ser menores que 01 semitom. Alguns exemplos: violino, violoncelo, contrabaixo (fretless), flautas doces, cítara (indiana), ...


2009/09/14

Oitavas


  As escalas musicais se repetem depois de terminar. Ou seja, ao se chegar à última nota da escala, volta-se à primeira. A nota que se repete tem o mesmo tom da primeira, mas o seu timbre é bem mais agudo. As notas naturais são apenas 7. O termo usado como 8ª (oitava) é repetição do 1º grau; também indica a mesma nota em outra oitava mais grave ou mais aguda.

2009/08/04

As escalas pentatônicas

O que é Pentatônica?
- Pentatônica é o nome de uma escala formada por cinco notas, original do blues que, por ser formada de cinco notas leva esse nome.
Para que é usada? Por que estuda-la?
- É usada na criação de solos e riffs nos mais diversos campos do rock, desde o blues até o metal. É interessante você estudar a escala pentatônica pois ela é muito usado hoje em dia, compreendendo essa escala você saberá de onde famosos guitarristas criam os solos e poderá criar seus próprios solos e licks.
Iniciação
Vamos começar a chamar as escalas pentatônicas de "pentas", pois é um termo abreviado e bastante usado, bem para começarmos é necessário saber que existem penta menor e penta maior, porém a mais conhecida e usada é a menor.Isso já é o necessário para que você comece a estudar a escala pentatônica, é importante salientar que para que esse estudo comece o ideal é o praticante já ter alguma iniciação no instrumento.
Pentatônica Menor
-> Escalas Pentatônicas Menores
Formação das Pentatônicas Menores:
Tonica, 3ªm, 4ªjusta, 5ª e 7ªm.
Vejamos o exemplo da Penta Menor de A(lá):
Tonica: A(lá)
3ªm: C(dó)
4ªjusta: D(ré)
5ª: E(mí)
7ªm: G(sol)
Ficando no braço do instrumento da seguinte forma:

e--------------------------5-8-
B---------------------5-8------
G----------------5-7-----------
D-----------5-7----------------
A------5-7---------------------
E-5-8--------------------------
A C D E G A C D E G A C

OBS: Repare que as notas se repetem até acabar as cordas.
Para achar a penta de outra nota basta repetir o processo.
Vejamos o exemplo da pentatônica de E{mí):
Tonica: E(mí)
3ªm: G(sol)
4ªjusta: A(lá)
5ª: B(sí)
7ªm: D(ré)
Ficando no braço do instrumento da seguinte forma:

e--------------------------0-3-
B---------------------0-2------
G----------------0-2-----------
D-----------0-2----------------
A------0-2---------------------
E-0-3--------------------------
E G A B D E G A B D E G

OBS: Repare que, novamente, as notas se repetem até acabar as cordas.
Pentatônica Maior
As pentatônicas maiores nada mais são do que as pentas menores um tom e meiomais graves, vejamos o exemplo da penta maior de A(lá):

e--------------------------2-5-
B---------------------2-5------
G----------------2-4-----------
D-----------2-4----------------
A------2-4---------------------
E-2-5--------------------------
F# A B C# E F# A B C# E F# A

Neste caso muda a formação:
Tonica: A(lá)
6ªM: F#(fá sustenido)
2ªM: B (sí)
3ªM: C# (dó sustenido)
5ª: E (mí)

2009/07/15

Intervalo


 Intervalo é a distância de frequência sonora que existe entre duas notas. O menor intervalo possível entre duas notas é de meio tom (um semitom). Por exemplo: o intervalo entre as notas C e D é de 1 tom, ou 2 semitons. No sistema de cifras, a distância (ou intervalo) é sempre definida em relação à nota "1" (a fundamental). Em um acorde, cada nota corresponde a um intervalo.

2009/07/04

O processo de cifragem dos acordes

  O processo de cifragem dos acordes é baseado nas letras maiúsculas que representa o nome das notas em inglês (A=Lá, B=Si, C=Dó, D=Ré, E=Mi, F=Fá e G=Sol), seguido de um complemento representado por sinais, letras ou números, que indica a estrutura do acorde como: intervalos formado entre a nota fundamental e cada uma das outras notas e se o acorde é fundamental ou invertido. A letra maiúscula inicial indica a nota fundamental, a partir de onde o acorde será construído, ou seja, a sua nota tônica, que também será a nota mais grave. Quando esta nota for alterada, o sinal de alteração deve aparecer logo ao seu lado direito (Ex.: A#, Bb). 
  O processo inicial de cifragem é baseado nas estruturas das tríades. - A letra maiúscula sozinha, ou seja, sem o complemento representa a tríade maior (T 3M 5j). Ex.: A = Lá Maior F# = Fá Sustenido Maior - A letra maiúscula seguida do complemento m (minúsculo), representa a tríade menor (T 3m 5j). Ex.: Am = Lá Menor Bbm = Si Bemol Menor - A Letra maiúscula seguida dos sinais dim ou °, representa a tríade diminuta (T 3m 5dim). Ex.: Cdim ou C° = Dó Diminuta Dbdim ou Db° = Ré Bemol Diminuta - A Letra maiúscula seguida do sinal + , aum, ou #5, representa a tríade aumentada (T 3M #5). Ex.: E+ ou Eaum ou E(#5) = Mi Aumentado C#+ ou C#aum ou C#(#5) = Dó Sustenido Aumentado. 
  Os exemplos que vimos acima é a representação das tríades em sua formação fundamental, ou seja, com a sua tônica no baixo. Para representarmos que a nota mais grave não será a tônica usamos colocar uma barra após a cifra do acorde e indicamos que nota será o baixo do acorde. 
  Exemplos: C/E = Dó Maior com baixo em Mi F#m/C# = Fá Sustenido Menor com baixo em Dó sustenido G+/D# = Sol Aumentada com baixo em Ré Sustenido

2009/07/01

Escala Cromática



 É uma escala onde as notas sucedem-se única e exclusivamente por semitons. 
 Exemplo: Dó, Dó#, Ré, Ré#, Mi, Fá, Fá#, Sol, Sol#, Lá, Lá#, Si. Dó. 
 Válido também na ordem decrescente: Dó, Si, Sib, Lá, Láb, Sol, Solb, Fá, Mi, Mib, Ré, Réb, Dó.

2009/06/30

Escala diatônica

ESCALA DIATÔNICA - É uma escala em que as notas sucedem-se por tons e semitons. Devemos considerar dois tipos de escalas Diatônicas: Diatônica Maior e Diatônica menor. Estas escalas possuirão sempre 8 (oito) notas onde a oitava é a repetição da 1ª nota. 
Exemplo: Escala Diatônica Maior de Dó - DÓ, RÉ, MI, FÁ, SOL, LÁ, SI, DÓ 
Escala Diatônica menor de Lá - LÁ, SI, DÓ, RÉ, MI, FÁ, SOL, LÁ. ·
 A escala diatônica menor sofre duas variações. Além da vista acima, as variações ocorrem da seguinte forma: 
 Escala menor harmônica - tem o sétimo grau ascendente 
 Escala menor melódica - tem o sexto e o sétimo grau ascendentes.

 

2009/06/27

Violão - Cuidados com o instrumento

 Um violão não pode ser tratado como um objeto qualquer, tratado de maneira correta ele pode ter uma longa durabilidade.Além de uma durabilidade maior, o desempenho e a qualidade sonora do mesmo, será de maior alcance. Para prolongar a vida útil do seu violão, são necessários certos cuidados. Algumas dicas para "proteger" o seu violão. Sempre que for guarda-lo , coloque-o dentro da capa ou case, pois, evitará que ele se exponha a poeira e a umidade dor ar. É válido lembrar que por o violão ser de madeira a umidade de dias chuvosos, dilata-o , assim pode trincar e mudar todo a parte sonora acústica do instrumento. Limpe-o sempre com flanela seca. Nunca com cera, pasta de polir, etc. Isso pode, com o tempo, infiltrar na madeira mudando o som do mesmo. Se não for de costume usar o instrumento semanalmente ou mensalmente, aconselha-se a desafinar pelo menos , 1 tom e 1/2. Assim a pressão das cordas no braço será quase zero e não forçará tanto o cavalete.