Os tons relativos são duas tonalidades diferentes que possuem exatamente a mesma armadura de clave (os mesmos sustenidos ou bemóis), porém têm tônicas diferentes. Em teoria musical, cada tonalidade maior possui uma tonalidade menor relativa, e cada tonalidade menor possui uma tonalidade maior relativa.
A relação entre elas é muito simples:
A relativa menor encontra-se no 6º grau da escala maior.
A relativa maior encontra-se no 3º grau da escala menor.
Exemplo 1
A escala de Dó Maior (C) é formada pelas notas:
C – D – E – F – G – A – B – C
O seu 6º grau é a nota Lá (A).
Assim, Lá Menor (Am) é a relativa menor de Dó Maior.
Observe que ambas utilizam exatamente as mesmas notas:
Dó Maior: C – D – E – F – G – A – B
Lá Menor: A – B – C – D – E – F – G
A diferença está apenas na nota que funciona como centro tonal.
Exemplo 2
A escala de Sol Maior (G) possui um sustenido (F#):
G – A – B – C – D – E – F# – G
Seu 6º grau é Mi (E).
Portanto, Mi Menor (Em) é a relativa menor de Sol Maior. Ambas compartilham a mesma armadura de clave, contendo apenas o F#.
Como encontrar o tom relativo?
Existem duas maneiras práticas:
1) Da escala maior para a menor relativa:
Conte seis graus na escala maior.
A nota encontrada será a tônica da relativa menor.
2) Da escala menor para a maior relativa:
Conte três graus acima da tônica da escala menor.
A nota encontrada será a tônica da relativa maior.
Por que os tons relativos são importantes?
O estudo dos tons relativos facilita a compreensão da teoria musical e auxilia em diversas situações práticas, como:
Identificar rapidamente tonalidades.
Improvisar sobre progressões harmônicas.
Criar arranjos e composições.
Compreender melhor a formação das escalas maiores e menores.








































