2018/11/30

Alterando tons: o capotraste



 O Capotraste é um dispositivo para mudar a tonalidade que você prende no braço de sua guitarra ou seu violão, próximo ao traste, da mesma forma com que você pressiona uma nota. Isso tem o efeito de deslocar a pestana (ou "traste zero") mais para cima no braço da guitarra ou violão. Alguns guitarristas pensam que usar um capotraste é roubar no jogo, mas não se pode ignorar que músicas muito boas foram gravadas com essa "pequena grande" ferramenta. Capotrastes são utilizados com mais frequência por guitarristas solistas para mudar sequências de acordes abertos para um tom mais alto, tanto para o benefício de um vocalista, como para simplesmente fazer a guitarra ou violão soar com mais clareza e com menos peso quando se toca alternando acompanhamentos de base.


 Muitos músicos de bluegrass, country e música popular tocam sempre com um capotraste, cantores e compositores como Bob Dylan e James Taylor também o usaram em muitas músicas famosas. Capotrastes estão disponíveis para violões e guitarras acústicas e elétricas, por isso vale a pena pedir um conselho na sua loja de instrumentos local, para ter certeza de qual é o tipo certo para o seu instrumento antes de comprá-lo.

2017/05/16

Estudando tetracordes da escala maior


    Tetracorde é uma escala de quatro notas contidas no limite do quarto grau.  Os tetracordes eram usados para construir melodias na música grega antiga.  Existiam três tipos de tetracordes gregos:
        Diatônico, com intervalos de:
        Semitom - Tom - Tom
        Cromático, com intervalos de:
        Semitom - Semitom - Tom e meio
        Enarmônico, com intervalos de:
        Quarto de tom - Quarto de Tom - 2 tons

      O tetracorde da escala maior é diferente daqueles usados na Grécia antiga  e consiste nos seguintes intervalos:
      TOM - TOM - SEMITOM
        Exemplos:
        Tetracorde de Fá:
        Fá - Sol - Lá - Sib
        Tetracorde de Dó:
        Do - Ré - Mi - Fá
        Tetracorde de Sol:
        Sol - Lá - Si - Dó
        Tetracorde de Ré:
        Ré - Mi - Fá - Sol
        Tetracorde de Lá:
        Lá - Si - Dó# - Ré
      A escala maior é formada por dois tetracordes separados entre si por um tom, sendo o primeiro tetracorde da nota de I grau e o segundo tetracorde  da nota de V grau.
     Exemplos: Escala de Dó Maior

      Para a construção do tetracorde seguimos as mesmas regras utilizadas na construção das escalas diatônicas, não havendo repetição do nome da nota e nem saltos para outra nota que seja a próxima da ordem gradual (exemplo: dó ré mi fá sol lá si dó ...)
            Veja abaixo o quadro com os tetracordes:

            Tetracorde de Dó Do     Ré     Mi     Fá
            Tetracorde de Sol Sol     Lá     Si     Dó
            Tetracorde de Ré Ré     Mi     Fá#     Sol
            Tetracorde de Lá Lá     Si     Dó#     Ré
            Tetracorde de Mi Mi     Fá#     Sol#     Lá
            Tetracorde de Si Si     Dó#     Ré#     Mi
            Tetracorde de Fá # Fá#     Sol#     Lá#     Si
            Tetracorde de Dó # Dó#     Ré#     Mi#     Fá#
            Tetracorde de Sol # Sol#     Lá#     Si#     Dó#
            Tetracorde de Ré # Ré#     Mi#     Fá #     Sol#
            Tetracorde de Fá Fá     Sol     Lá     Sib
            Tetracorde de Si b Sib     Dó     Ré     Mib
            Tetracorde de Mi b Mib     Fá     Sol     Láb
            Tetracorde de Lá b Láb     Sib     Dó     Réb
            Tetracorde de Ré b Réb     Mib     Fá     Solb
            Tetracorde de Sol b Solb     Láb     Sib     Dób
            Tetracorde de Dó b Dób     Réb     Mib     Fáb
            Tetracorde de Fá b Fáb     Solb     Láb     Sibb
            Tetracorde de Si bb Sibb     Dób     Réb     Mibb

      É importante a compreensão dos tetracordes, que consistem em um fragmento da escala maior, para  que possamos entender as relações entre as tonalidades e as progressões interválicas que veremos em breve.

Violão e Guitarra - A técnica da mão direita


       O controle da mão direita é dado por uma combinação de senso rítmico e precisão. Quanto mais você praticar, mais depressa sua mão direita será uma extensão de seu senso rítmico. No começo você precisará de apoio para sua mão direita. Seu antebraço deve descansar ligeiramente sobre a parte superior do violão, de forma que a mão fique livre na posição apropriada para tocar. A mão deve movimentar-se o mínimo possível, deixando esse trabalho para os dedos. Estes devem estar bem relaxados para que possam movimentar-se com independência.
         A regra fundamental para qualquer técnica de mão direita é "o máximo de efeito com o mínimo de movimento". No violão, a mão deve mover-se apenas o suficiente para selecionar as cordas e controlar os dedos. Considera-se como área para tocar o espaço entre o rastilho e o começo da escala. O som varia de acordo com o ponto exato de contato. É mais agudo e penetrante perto do rastilho e se torna mais suave à medida que você toca mais perto do meio da corda. Tocar com os dedos ou com uma palheta é uma decisão pessoal, baseada no tipo de som que você quer obter. 
 


2017/04/18

Localização das notas no braço do instrumento

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A agilidade em achar as notas no braço do violão e da guitarra é muito importante para montarmos escalas e acordes. Para isso, é extremamente necessário conhecer onde estão as notas no seu instrumento. De nada adiantaria saber a teoria, se na prática você não for capaz de localizá-las.

O primeiro passo, para isso é conhecer o nome das cordas soltas.
As cordas soltas na guitarra são contadas de baixo para cima, sendo assim a primeira a mais aguda e a 6ª a mais grave. 
1ª corda solta – Mi ( E )
2ª corda solta – Si ( B )
3ª corda solta – Sol ( G )
4ª corda solta – Ré ( D )
5ª corda solta – Lá ( A )
6ª corda solta – Mi ( E )
A partir das cordas soltas, cada vez que pressionamos uma nova casa, subimos 1 semitom, ou seja, ½ tom. Vejamos o que acontece no braço da guitarra até a quinta casa.
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Para acharmos as notas da sexta casa em diante, continuaremos a seguir meio a meio, até a nota desejada.

2016/02/16

Estudando acordes com pestana

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Acordes com pestana são formas móveis, não contém cordas soltas, e podem ser tocados em qualquer lugar no braço do instrumento. Eles também são mais difíceis de tocar, pois o dedo indicador aplica uma pressão constante sobre cinco ou seis cordas. No entanto, uma vez que você domine essas posições, vai se sentir um guitarrista ou violonista profissional, e acordes como Bb e F# não vão mais derrotar você.
Acordes com pestana são geralmente mais fáceis de executar mais acima no braço; pratique-os onde seus dedos se sentirem mais confortáveis no início (a quinta casa é um bom ponto para começar). Por fim, não desanime se esses acordes não funcionarem imediatamente. Todo mundo acha essas posições complicadas, mas vai ser difícil conseguir que todas as cordas soem limpas e corretas antes que você adquira força nos dedos de sua mão esquerda.
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DICA

Praticar com frequência em períodos curtos é a melhor maneira de construir a sua técnica. Então, enquanto você estiver assistindo TV, você pode praticar alguns acordes com pestana durante os intervalos comerciais, por exemplo.

A Formação dos acordes (Parte 01)

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  A música tocada no violão e na guitarra é amplamente baseada em acordes e progressões de acordes. Enquanto existem muitos acordes diferentes, alguns com nomes extremamente exóticos, a definição exata de acorde é simples: são três ou mais notas diferentes tocadas juntas. Mas, você às vezes irá encontrar “acordes” reduzidos, em que uma das três notas é omitida, essas combinações de duas notas podem manter a maior parte das características do acorde.
  Os acordes são derivados das escalas utilizando o princípio de “amontoar as terças”. Isso significa que o acorde é feito escolhendo a escala maior e selecionando quaisquer três notas alternadas daquela escala. Os acordes derivados de qualquer escala são chamados de campo harmônico: os acordes resultantes, que podem ser maiores (felizes) ou menores (melancólicos), irão parecer “certos” quando tocados juntos em progressão. 

2015/01/13

Cordas - Problemas e Soluções


Problemas com cordas que não afinam ou que perdem a afinação rapidamente, geralmente são causados por cordas de má qualidade. Se for este o caso, troque de marca. Outro problema muito comum mesmo entre músicos com alguma experiência é a falta de cuidado quanto à colocação da corda na tarraxa.
    Uma má colocação (geralmente poucas voltas sobre a tarraxa) pode gerar falta de contato entre corda e tarraxa permitindo que a corda se afrouxe. A sua maneira de tocar pode influenciar definitivamente na perda da afinação principalmente se em conjunto com os problemas acima. Consta entre alguns guitarristas e violonistas a informação de que umidade excessiva pode prejudicar a afinação. É natural que ao afinar uma corda com o aumento de tensão todas as outras cordas se afrouxem um pouco (devido ao corpo e braço do instrumento naturalmente cederem um pouco à nova tensão se encurvando). Isso é fácil de perceber quando se têm todas as cordas desafinadas e se afina uma por uma. Após afinar a última corda é necessário reafinar todas as outras já afinadas.

    De forma geral, porém, isso só precisa ser repetido uma ou duas vezes no máximo.


2013/12/06

Dicas para a limpeza do seu violão


  O tipo mais simples e eficiente de fazer a manutenção de um violão é a limpeza. O indicado é limpar o violão sempre que ele for utilizado, caso isso não seja possível o violão deve ser limpo sempre que começar a ficar sujo, isso facilita muito a limpeza e pode diminuir bastante o tempo necessário para deixar um violão limpo e manter o acabamento sempre brilhante como novo.
 Os Violões são instrumentos musicais construídos a partir de peças finas de madeira. Apesar de na maioria dos casos serem bem construídos e projetados, os violões não são feitos para suportar umidade e mudanças grandes de temperatura. Para conservar o violão por muito tempo o ideal é não utilizar produtos de limpeza que sejam abrasivos e também objetos de limpeza que sejam ásperos.
Antes de utilizar o violão você pode lavar as mãos, depois de utilizá-lo limpe as suas cordas utilizando um pano limpo e seco, pois isso ajuda a preservar as cordas por mais tempo e remove o excesso de oleosidade. Veja logo abaixo como fazer para limpar um violão corretamente:
Umedeça um pano limpo, macio e que não solte fiapos com água.
Aperte o pano até que ele fique ligeiramente umedecido.
Limpe a superfície do violão para remover toda a poeira, impressões digitais, e outros tipos de sujidades. Logo em seguida passe um pano seco, limpo, macio e que não solte fiapos para retirar qualquer resquício de umidade sobre o violão.
  Evite deixar o seu violão a exposição da luz solar por um longo período de tempo, sempre que possível evite a umidade e mudanças repentinas de temperatura.
Sempre que possível procure seguir as dicas de limpeza que são recomendadas pelo fabricante do violão, você também tem a opção de consultar a opinião de um especialista. Existem produtos no mercado que são específicos para a limpeza de instrumentos musicais, incluindo o violão.


2013/09/18

Dicas para iniciantes no violão


 Não se aborreça se no inicio o som do seu violão não for tão agradável quando tocar; a habilidade e precisão você irá obter com o tempo.
Procure fazer os exercícios com atenção, porque assim você está coordenando as mãos, fazendo com que elas se acostumem com o exercício, além de melhorar os músculos dos dedos. Como falei, o início é sempre difícil, calos nos dedos, desconforto nos pulsos, etc.
 Realmente é um desafio, mas você pode vencer se for persistente e dedicar um horário certo para os exercícios. Treine, mesmo que seja pouco, mas todo dia; Faça os exercícios com atenção, evite tocar de qualquer maneira para não adquirir vícios, execute os exercícios na posição correta das mãos e principalmente procure ouvir todos os acordes e memorizar suas características.  Quando falo em fazer os exercícios com atenção, quero dizer que você tem que, literalmente, se “desligar” do mundo e dedicar 100% de sua atenção para o exercício. Outra dica é nunca treinar, por exemplo, 3 horas seguidas sem pausas, à repetição demasiada pode prejudicar sua saúde, então, mesmo que queira treinar 3 horas por dia, faça alguns intervalos de 15 a 20 minutos durante esse período e quando voltar a praticar no seu violão sentirá uma diferença gritante em sua habilidade, você terá mais facilidade em executar os exercícios.



2013/08/08

A importância do estudo e da prática


       Aprender a tocar guitarra é um processo de se adquirir instinto, de desenvolver a necessária coordenação motora, aquilo que chamamos de “memória dos dedos”. E o único modo de conseguir isso é praticando: repetindo a mesma coisa uma e outra vez até que se torne automático.
    Howard Roberts, um dos grandes guitarristas de jazz e maestro respeitado, disse certa vez:

“Aprender a tocar guitarra é uma combinação de habilidade mental e motora”. E para se desenvolver habilidades motoras, a repetição é essencial... Sempre que um músico têm problemas em executar uma frase, tende a culpar-se por não ter talento suficiente.
Na verdade, o que ocorre é que ele ainda não sabe bem onde posicionar os dedos... É necessário aprender a música “na cabeça” antes de tocá-la.
“E quando tocar, tocá-la tão naturalmente que não haja possibilidade de cometer um erro”

        À primeira vista, pode-se pensar que praticar guitarra é uma tarefa dura e monótona, quando, na verdade, não tem de ser assim. Existem diferentes maneiras de se praticar guitarra entre os guitarristas. Alguns praticam com regularidade: horas a fio. Outros só pegam na guitarra quando se sentem inclinados a ela. O único conselho que se pode dar é que deve-se tocar de tudo, sozinho ou acompanhado por outros músicos. Quando se está tocando, é preciso “pensar no que está se fazendo”, escutar como soa.
           
         Sempre vale a pena dedicar algum tempo do dia para estudar escalas, acordes e harmonia.


(texto traduzido do “Manual da Guitarra – Ralph Denyer”)


2013/07/23

Prendendo notas no braço do violão


  Adquirir hábitos corretos ao apertar as cordas do violão contra os trastes é importante. Ao prender uma nota, a ponta do dedo deve ficar logo atrás ou depois do traste. Se você apertar distante dele, a corda deverá trastejar, isto é, emitir zumbidos ou ruídos, se apertá-la bem sobre o traste, a corda soará abafada. É comum em iniciantes na prática de violão ou guitarra, silenciar sem querer outras cordas além das que se prendem. Isso é evitado mantendo os dedos na posição mais vertical possível.

2013/06/03

Acordes e Cifras

A) Acorde: 

 É o conjunto de três ou mais sons ouvidos simultaneamente. No caso do acorde de Dó maior seria:
Dó – mi – sol 

B) Acorde arpejado:
 É quando as notas de um acorde são tocadas sucessivamente. No violão usa-se dizer, também, acorde dedilhado.
Cifras 

 Cifras são símbolos criados para representar o acorde de uma maneira prática. A cifra é composta de letras, números e símbolos. É o sistema predominantemente usado em músicas popular para qualquer instrumento. 
Em cifra os nomes lá, si, dó, ré, mi, fá e sol são substituídos pelas sete primeiras letras do alfabeto.

A – lá 

B – Si 
C – Dó 
D – Ré 
E – Mi 
F – fá 
G – sol 


 Os números e sinais usados na cifra representam os intervalos da escala, a partir da nota fundamental, em que são formados os acordes. 
Tomemos o exemplo do acorde C7 (#9)
C quer dizer Dó. O número 7, o intervalo de sétima menor a partir da nota fundamental Dó. E o # ao lado do 9, a nona aumentada.

O que a cifra estabelece: 

1) Tipo dos acordes (maior, menor, 7º da dominante, 7º diminuta, etc...) 

EX: 
C = Dó –Mi – Sol 
Cm = Dó – Mib – Sol 
C7 = Dó – Mi – Sol – Sib 
Cº = Dó – Mib – Solb - Sib 

2013/05/07

Tipos de Cordas


  O tipo de cordas que você usa, afeta tanto o som como a capacidade de execução fluente da guitarra ou violão. Tanto as guitarras quanto os violões elétricos usam cordas de aço. Para melhores resultados, você deve usar cordas submetidas a “enrolamentos” de bronze, latão, ou outras ligas. O bronze produz um som mais claro, com timbre parecido ao de um sino. O calibre, ou espessura, de uma corda também é muito importante. As cordas mais leves são mais fáceis de tocar e de flexionar em bendings, mas dão menos volume e desafinam mais.

2013/03/19

Violão e guitarra para canhotos


  A maioria dos canhotos ainda aprende a tocar em violões e guitarras para destros. Isso pode tornar a aprendizagem mais difícil. Muitas das guitarras mais conhecidas, porém, são disponíveis em versões especiais para canhotos, como imagens ao espelho das guitarras para a mão direita. Também há outras opções. Quase todos os violões e guitarras acústicos de cordas de aço tem forma simétrica, e não há problema em colocar as cordas na ordem inversa. Para converter os gráficos dos acordes, a tablatura e as posições de dedos para o uso da mão esquerda, imagine seu reflexo ao espelho a partir das cordas altas para as baixas. 



2013/01/28

Dicas para o estudo


   O local para o estudo do violão, deve ter, antes de tudo, privacidade. E não só para o estudante, pois as outras pessoas na sua casa não precisam ficar escutando o mesmo repetir de notas, escalas, arpejos, acordes...
   Pode-se considerar um bom local de estudos para violão, um quarto ou sala, onde tudo que o estudante precisa esteja bem a mão: uma boa cadeira, uma estante de partituras e lições, metrônomo, diapasão, enfim, tudo! Sem esquecer do violão, é claro!
      É bom que não haja muito barulho em volta, pois não há nada como estudar com paz e sossego, livre de interrupções e ruídos indesejáveis.

2012/12/18

Dicas para a mão esquerda


A mão esquerda
      A função da mão esquerda é pressionar as cordas junto as trastes, para que produzam as notas desejadas. Antes que sua mão direita toque as cordas, a  mão esquerda já deve estar em posição, demarcando uma série determinada de notas. A mão esquerda pode ser usada também para abafar determinadas notas que não combinam com o acorde que está sendo tocado. A técnica clássica é manter o polegar sempre no meio da largura do braço. Com isso, fica sempre um espaço livre entre o braço do violão e a palma da mão. O punho fica ligeiramente dobrado, deixando os dedos descansar confortavelmente sobre as cordas. O polegar, oposto aos demais dedos, funciona então como apoio para que as ponta dos dedos apliquem a pressão exata sobre as cordas. Essa posição permite o máximo de precisão,  fidelidade e rapidez. Muitos instrumentistas colocam o polegar bem mais alto nas costa do braço, encaixando a palma da mão. É um hábito tentador, pois dá mais apoio para as técnicas de rock. Para tocar uma única nota com clareza, sem encostar em nenhuma outra corda, seus dedos devem estar arqueados, com a ponta  formando quase uma perpendicular com o braço do instrumento. Por isso, o comprimento das unhas não pode ultrapassar o do dedo. Com unhas muito  compridas fica mais difícil pressionar a corda com firmeza. O dedo acaba então saindo da perpendicular e pode abafar a corda vizinha. Ao pressionar uma corda, coloque o dedo um pouco antes do traste (nunca em cima, imediatamente após ou a meio caminho entre dois trastes). O comprimento de vibração da corda será a distância entre o último traste e o cavalete. Use apenas a pressão necessária para que a nota soe com  clareza. Pressão demais cansa os dedos e cria tensão na mão, dificultando a passagem de uma posição a outra.


Dicas para a mão direita


A mão direita
      O controle da mão direita é dado por uma combinação de senso rítmico e  precisão. Quanto mais você praticar, mais depressa sua mão direita será uma extensão de seu senso rítmico. No começo você precisará de apoio para sua mão direita. Seu antebraço deve descansar ligeiramente sobre a parte superior do violão, de forma que a mão fique livre na posição apropriada para tocar. A mão deve movimentar-se o mínimo possível, deixando esse trabalho para os dedos. Estes devem estar  bem relaxados para que possam movimentar-se com independência. A regra fundamental para qualquer técnica de mão direita é "o máximo de efeito com o mínimo de movimento". No violão, a mão deve mover-se apenas o  suficiente para selecionar as cordas e controlar os dedos. Considera-se como área para tocar o espaço entre o rastilho e o começo da  escala. O som varia de acordo com o ponto exato de contato. É mais agudo e  penetrante perto do rastilho e se torna mais suave à medida que você toca   mais perto do meio da corda. Tocar com os dedos ou com uma palheta é uma decisão pessoal, baseada no tipo de som que você quer obter. A maioria dos que usam os dedos deixam as unhas crescerem para tocar as cordas com mais volume, isso é uma decisão pessoal.
 

2012/11/06

A fabricação de violões no Brasil


  O Brasil já possui longa tradição na fabricação de violões (guitarra acústica). Os interessados em adquirir um bom violão não necessitam recorrer a marcas estrangeiras. Pelo contrário, dada a qualidade dos violões nacionais, o Brasil vem exportando atualmente cerca de 1/4 de sua produção para os mais exigentes mercados europeus. 
  Entre nós, a fabricação do violão se dá, sobretudo em moldes artesanais. Noventa por cento de um violão é feito manualmente. Apenas a serragem da madeira é executada por máquinas especializadas. E aqui são produzidos os mais variados modelos, que atendem a todos os gostos e bolsos. Desde os mais simples violões, destinado aos estudantes, até os mais sofisticados, procurados pelos violonistas profissionais e concertistas, construídos com materiais de excelente qualidade e submetidos a rigorosos testes especiais.

2012/10/03

Exercicios para obter agilidade e velocidade


Para esta aula preparamos vários exercícios para deixar os dedos mais ágeis e a musculatura da mão mais preparada para o violão. Aproveite e treine bastante, pois a medida que os dedos ficam mais fortes e resistentes melhor será sua performance ao praticar pestanas, solar e tocar acordes difíceis.

Então aí estão :

Este 1° exercício é puramente de digitação.
Use os dedos 1, 2, 3 e 4 (mão esquerda) alternando a ordem em que eles são tocados. Na mão direita, use os dedos I , M e A.
Exemplo: 
------------------------------------------------------------------
------------------------------------------------------------------
------------------------------------------------------------------
----------------------------------------(1)--(4)--(2)--(3)-------
--------------------(2)--(3)--(4)--(1)---------------------------
(1)--(3)--(2)--(4)-----------------------------------------------

 Continue o exercício trocando a ordem dos dedos. Tente as seguintes combinações:
        
         1 2 4 3      2 1 3 4      3 1 2 4      4 1 2 3    
         1 3 4 2      2 1 4 3      3 1 4 2      4 1 3 2
         1 4 3 2      2 3 1 4      3 2 1 4      4 2 1 3

Dica: Faça uma série da 6ª corda até a 1ª indo do começo ao fim do braço do violão. Comece lentamente e vá aumentando gradativamente a velocidade à medida que não haja erros.

Voltando agora para a mão direita, faça o seguinte: Deixe as cordas soltas e toque como explicado abaixo: 
----------A----
-------M-------
-----I---------
---------------
---------------
-P------------- 

Toque o polegar na 6° corda e depois seguidamente os dedos I, M, e A nas 3°, 2° e 1° cordas respectivamente.

O Polegar é tocado de cima para baixo e o restante dos dedos de baixo para cima, "puxando" as cordas.
Dica:
Quando tocar o Polegar faça como se estivesse "empurrando" a corda para frente e não apertando-a para baixo.
Toque primeiro o polegar na 6° corda mas depois faça o exercício usando a 5° e 4° cordas.

Comece lentamente e aumente a velocidade quando estiver seguro. Tente manter um ritmo ao fazer esse exercício. Faça também desta maneira:

P   I   M   A   M   I

Partiremos então para a escala maior:

Outras digitações: Em E (Mi Maior) 
----------------------------------------------------2--4--5-----
-------------------------------------------2--4--5--------------
----------------------------------1--2--4-----------------------
-------------------------1--2--4--------------------------------
----------------0--2--4-----------------------------------------
-------0--2--4--------------------------------------------------

Este próximo é em C(dó Maior) e está dividido em terças, toque uma nota e a próxima será uma terça acima dela. 
 -----------------------------------------------------------------
---------------------------------------------------------3-----5-
---------------------------------2------4----2----5----4-----5---
----------2------3---2---5---3-------5---------------------------
---3---------5---------------------------------------------------
-----------------------------------------------------------------

Faça esses dois últimos exercícios em todos os tons.

2012/09/18

Prática de escalas

   Escala nada mais é que uma sequencia de notas sucessivas, separadas por tons e semitons. Dependendo da forma que estão organizados estes intervalos, nós obteremos um modo maior ou menor.
    Em geral precisamos das escalas para fazer um solo enquanto alguém em outro violão, guitarra ou qualquer instrumento harmônico faz ao mesmo tempo uma base, a harmonia.  É possível ainda solar fazendo junto a harmonia, o que dificulta um pouco mais a execução. É possível também solar e sugerir a harmonia apenas através do solo o que já é bem mais avançado. Mas o início de tudo é o estudo das escalas das quais a inicial tomaremos com dó maior. Lembra-se daquele som: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó. Pois é, essa aí é a escala que vamos começar a treinar.  Existem duas questões básicas neste estudo que são:
1) A execução da escala, ou seja saber o desenho dos dedos no braço do violão ou da guitarra (que é um exercício físico e exige muita repetição)
2) O uso da escala, ou seja saber em que casos ou circunstâncias aquela escala deve ser usada (que é um exercício mental, precisa ser decifrado pelo menos uma vez).
A Escala Maior é uma escala heptadiatônica.
· Hepta - Pois possui 7 notas
· Diatônica - Pois é uma sucessão de semitons.
· Portanto os intervalos da escala maior são:
Tônica
2° maior
3° maior
4° justa
5° justa
6° maior
7° maior
É comum também o uso da 8° justa, que nada mais é a repetição da tônica.
Entre os graus III e IV, VII e VIII (3°M e 4°J / 7°M e 8°J respectivamente) o intervalo é de um semitom. Entre os demais graus (ou notas) o intervalo é de um tom.
Ex.:
Escala Maior C (dó)
DO – RE – MI – FA – SOL – LA – SI – DO
T___2M_3M__4J___5J__6M__7M__8J
I___II__III__IV___V___VI__VII__VIII
Reparem nos semitons entre III/IV e VII/VIII. (MI e FÁ - SI e DÓ)
Para entender melhor...
Tônica é a nota que dá nome e tom à escala.
Tons: Os tons são as próprias notas musicais.
Para facilitar quando, falarmos em acordes ou tons, usaremos o modo de grafia de notas dos países anglo-germânicas, onde são utilizadas letras do alfabeto:
C - Dó
D - Ré
E - Mi
F - Fá
G - Sol
A - Lá
B - Si
Então Escala de C = Escala Maior de Dó ou Escala de Dó Maior
Outras notações;
T - Tônica
2°M - segunda maior
4°J - quarta justa
Outro exemplo:
Escala Maior de Sol (G)
SOL – LA – SI – DO – RE – MI – FA# - SOL
T___2M_3M__4J___5J__6M__7M__8J
Dicas:
*Diga sempre os nomes das notas e o seu intervalo enquanto você digita a escala
*Faça essas digitações em todos os outros tons, pois o "desenho" (shape) da escala é o mesmo, assim como os intervalos.
*Lembre-se que na mão direita o movimento é alternado em cada nota tocada (indicador, médio, indicador, médio).
Escalas Maiores:
A- lá si dó# re mi fá# sol# lá
B- si dó# ré# mi fá# sol# lá# si
D- ré mi fá# sol lá si dó# ré
E- mi fá# sol# lá si dó# ré# mi
F- fá sol lá sib dó ré mi fá
A escala diatônica é uma escala com sete notas, e obviamente sete shapes. É a escala mãe de todas outras escalas, pois qualquer escala que você pensar teve origem através da diatônica.
Na diatônica possuímos a escala maior e menor e seus respectivos intervalos são os seguintes:
Diatônica Maior: T 2M 3M 4J 5J 6M 7
Diatônica Menor: T 2M 3m 4J 5J 6M 7
Agora veremos estas escalas nas tonalidades, faremos em Dó Maior e Lá Menor, que são escalas relativas:
Diatônica de Dó Maior: C D E F G A B
Diatônica de Lá Menor: A B C D E F G
Escalas Relativas: Este assunto já foi explicado em artigos anteriores neste blog, devido a isso, farei apenas uma explicação resumida sobre o assunto, Percebam nas escalas mostradas acima: se na escala maior pegarmos o sexto grau e consideramos como primeiro, teremos as notas da escala menor, começando por Lá (A) e seguindo a sequencia, a partir do terceiro grau, teremos todos os intervalos da escala maior. Concluímos com isso que a relativa menor está no sexto grau da escala maior, e a relativa maior está no terceiro grau da menor...
Exemplos de escalas relativas:
 C - Am
 G -  Em
 Bm - D
 Gm - Bb
Temos logo abaixo, os shapes (modelos) das escalas diatônicas menor e maior, as notas em vermelho são as tônicas dos shapes e é por elas que você deve começar a praticar as escalas, os modelos estão em Lá Menor e Dó Maior, que são relativas, reparem bem que os shapes são exatamente os mesmos, as mesmas notas, na mesma região só mudando a nota tônica...